quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Apenas opiniões...

Que tipo de família é essa?

Diz a apresentadora de TV em rede nacional, se referindo a uma mulher que mora com outra.

Essa frase ecoa, tanto em minha mente quanto em bares, em ônibus, em casas, na internet.

Filho diz: Mãe olha! Dois homens de mãos dadas!

Mãe não pensa e diz: Que absurdo, pouca vergonha! Não olha pra isso, não, filho!

E mais uma pequena mente corrompida e preparada para o próximo casal que aparecer na sua frente.

Eu não vou entrar naquele restaurante, não vou sentar ao lado dele, não vou trabalhar com ela, não quero, não posso, não devo.

Por quê?

Ah, não sei, só sei que é assim que funciona.

Imagens assim surgem diante de mim, me confrontam, me alteram, me decepcionam, me machucam.

Repetem-se de tamanhos, de cheiros, de sons diferentes, mas sempre feitos com a mesma fôrma.

Fôrma essa que constrói idéias e estruturam-nas sem fermento.

Como? Também não sei.

Um ouve que ser negro é ruim, reproduz.

Outro que mulher gorda é feia, reproduz.

De um para outro, de outro pra um. O que é impressão, passa a ser verdade absoluta.

Quem sofre com isso? A minoria. Ou a maioria, se virmos por outro ângulo.

São apenas opiniões!

Opiniões que machucam verbalmente.

Opiniões que machucam fisicamente.

Opiniões que matam.




Resolvi fazer um pequeno texto sobre o que tem e sempre me incomoda bastante, o preconceito. Não poder andar de mãos dadas com a pessoa que amo por receio de sofrer preconceito no trabalho, ser agredida verbalmente ou pior; ver e ouvir uma apresentadora em rede nacional ser preconceituosa; ouvir xingamentos no trânsito referentes à cor da pele da pessoa; crianças morrendo tentando ficar magras e pessoas roubando pra conseguir fazer plástica.
A sociedade impõe algumas coisas que acabam por passar despercebidas no nosso cotidiano. Então, venho por aqui, relembrá-los que isso existe mesmo que não aconteça com você e muitas vezes pode levar a morte.
Desse modo, faço um pedido. Por favor, não reproduzam o que ouvem por aí, sem antes pensar no que estão falando e quais as conseqüências isso pode trazer.
Desde já agradeço.